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Em qualquer operação logística ou industrial, a elevação de cargas representa um dos momentos mais críticos de toda a cadeia. 

É nesse instante, quando toneladas são suspensas, movimentadas e posicionadas, que falhas de equipamento, processos inadequados ou ausência de planejamento estratégico podem transformar uma rotina produtiva em um cenário de prejuízo ou tragédia.

E ainda assim, muitas empresas tratam esse processo como algo secundário, relegando decisões sobre equipamentos e sistemas de içamento a um segundo plano. Esse é um erro que pode custar muito caro.

Leia também: Logística Interna: o que considerar antes de implementar novos sistemas?

O que está realmente em jogo na elevação de cargas?

Quando falamos em elevação de cargas com segurança, não estamos apenas discutindo normas técnicas ou conformidade com a legislação, embora esses aspectos também sejam fundamentais. Estamos falando de um impacto direto na continuidade operacional, na integridade dos colaboradores e na competitividade do negócio.

Segundo dados do Painel de Informações e Estatísticas da Inspeção do Trabalho no Brasil (SIT), do Ministério do Trabalho, trabalhadores envolvidos em operações de cargas e descargas figuram entre as 10 ocupações com mais lesões registradas no país, acumulando 94,7 mil acidentes entre 2014 e 2021. 

No mesmo período, veículos, máquinas e equipamentos foram responsáveis por mais de 1,6 milhão de acidentes de trabalho, correspondendo a um terço de todos os registros nacionais.

Além do aspecto humano, há consequências operacionais severas: paradas não programadas, danos a materiais, responsabilidade civil e perda de credibilidade perante clientes e parceiros. A pergunta que toda liderança logística deveria se fazer é: meu sistema de elevação de cargas está à altura do que minha operação exige?

Os quatro pilares de um sistema de elevação de cargas eficiente

Para facilitar a compreensão sobre este tema, listamos os quatro pilares para um sistema de elevação de cargas eficiente:

  •  Segurança estrutural

Equipamentos certificados, dimensionados corretamente e com manutenção preventiva rigorosa.

  •  Estabilidade de carga

Sistemas que garantem equilíbrio durante todo o movimento, eliminando riscos de tombamento ou queda.

  • Automação inteligente

Controles precisos que reduzem a dependência humana em pontos críticos e aumentam a repetibilidade.

  • Conformidade normativa

Aderência às normas NR-11, NR-12 e demais regulamentações específicas do segmento de atuação.

Por que a escolha do fornecedor faz toda a diferença?

Muito além de ser resultante de um bom equipamento isolado, a elevação de cargas eficiente é fruto de uma solução completa, a qual envolve projeto técnico adequado, instalação precisa, treinamento das equipes e suporte contínuo. Por isso, a escolha do parceiro tecnológico é tão estratégica quanto a escolha do equipamento em si.

Empresas que investem em soluções de elevação de alta performance colhem benefícios concretos: 

  • Redução de acidentes
  • Ganho de velocidade operacional
  • Menor índice de avarias em produtos
  • Maior satisfação das equipes de trabalho. 

Em um mercado onde a eficiência logística é diferencial competitivo, esses números fazem toda a diferença no resultado.

Conforme você pôde observar neste artigo, a segurança e a estabilidade na elevação de cargas, muito além do fator custo, representam um investimento estratégico que protege pessoas, patrimônio e a continuidade do seu negócio. Logo, o momento de agir é antes que qualquer incidente aconteça.

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Em logística, ganhar eficiência deixou de ser apenas uma meta operacional para se tornar, cada vez mais, uma exigência competitiva

Nesse sentido, dados do estudo State of Logistics Report 2024, da Kearney, demonstram que as empresas estão redesenhando suas redes de distribuição para reduzir custos, ampliar capacidade, ganhar agilidade e extrair mais valor da estrutura já existente. 

Ao mesmo tempo, o relatório aponta que a demanda por novos espaços esfriou à medida que as organizações passaram a buscar mais capacidade dentro da operação atual.

Leia também: Rastreabilidade em tempo real: a nova exigência da logística moderna e como alcançá-la

É justamente nesse cenário que o OEE na logística ganha relevância. Embora o indicador tenha nascido na manufatura, sua lógica se adapta muito bem a ambientes intralogísticos, especialmente em operações com esteiras, sorters, sistemas de armazenagem automática, picking e movimentação contínua. 

Além disso, um estudo acadêmico publicado em 2025 propôs, inclusive, o conceito de Overall Warehouse Effectiveness para reforçar a necessidade de indicadores integrados capazes de medir a eficiência real das operações de armazém.

O que é OEE na logística?

OEE significa Overall Equipment Effectiveness, ou Eficiência Global dos Equipamentos. Na prática, é um indicador que mede o quanto um sistema está entregando do seu potencial real, considerando três fatores:

Disponibilidade

Quanto tempo o equipamento ou sistema esteve efetivamente disponível para operar.

Performance

Se a operação rodou na velocidade esperada ou abaixo da capacidade projetada.

Qualidade

Se o processo entregou o resultado correto, sem falhas, retrabalho, perdas ou movimentações equivocadas.

A fórmula é simples:

OEE = Disponibilidade × Performance × Qualidade

Na logística, esse cálculo ajuda a identificar gargalos que nem sempre aparecem em análises superficiais. Um transportador pode estar funcionando, por exemplo, mas com paradas frequentes, velocidade reduzida ou alto índice de erro no fluxo.

Por que o OEE é importante na logística?

Monitorar o OEE na logística permite transformar percepção em dados. Em vez de tratar a baixa produtividade como um problema genérico, a operação passa a entender onde está a perda.

Os principais ganhos são:

  • maior visibilidade sobre a eficiência real dos ativos
  • redução de paradas e microparadas
  • melhoria no fluxo de materiais
  • apoio à tomada de decisão sobre automação e manutenção
  • aumento da produtividade sem ampliar área física

Como ler o OEE na logística?

Componente O que mede Exemplo na logística
Disponibilidade Tempo real de operação Paradas de esteiras, falhas em elevadores, manutenção não planejada
Performance Ritmo da operação Sistema rodando abaixo da velocidade nominal
Qualidade Saída correta do processo Erros de separação, perdas, retrabalho ou desvio de itens

Como implementar o OEE na sua operação?

A implementação começa com uma escolha objetiva: quais ativos ou processos mais impactam o fluxo logístico. Nem tudo precisa ser medido de uma vez.

O caminho mais prático envolve cinco etapas:

  1. Definir o ponto crítico da operação

Mapeie onde uma parada, lentidão ou erro gera maior impacto. Pode ser uma esteira, um transelevador, uma área de picking ou um sistema de separação.

  1. Padronizar os dados

Defina o que será considerado parada, queda de performance e falha de qualidade. Sem critério claro, o indicador perde valor.

  1. Medir continuamente

O OEE funciona melhor com acompanhamento recorrente. Quanto mais consistente for a coleta, mais fácil fica enxergar padrões.

  1. Cruzar indicador com causa

Não basta saber que o índice caiu. É preciso entender se a perda veio de manutenção, layout, gargalo operacional ou erro humano.

  1. Agir sobre o que trava o fluxo

A análise deve virar ação. Em muitos casos, isso leva à revisão de processo. Em outros, mostra que a automação é o próximo passo lógico.

Conforme vimos neste artigo, o OEE na logística é um indicador valioso para empresas que querem operar com mais previsibilidade, produtividade e inteligência. Quando bem aplicado, ele mostra onde a operação perde capacidade e quais decisões podem gerar ganho real de performance.

Em ambientes cada vez mais pressionados por velocidade, custo e precisão, medir eficiência deixou de ser diferencial. Passou a ser parte da estratégia.

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